Minha primeira meia maratona!

Minha primeira meia maratona!

Minha primeira meia maratona!

Contribuição de uma de nossas leitoras: Celine Coelho.

Sou iniciante em corridas. Já havia participado de algumas na modalidade 5 km. Por isso, quando fui convidada a participar da meia maratona de Lisboa, não imaginava que conseguiria completar a prova.

Preparativos para a meia maratona de Lisboa

Tinha apenas 90 dias para me preparar. Busquei algumas sugestões de treino pela internet, mas muitos deles não se adequavam a minha rotina.

Pratico atividades físicas regulares em uma academia de Lisboa, onde tenho o acompanhamento de profissionais de educação física. Recebi orientações no que diz respeito ao reforço muscular, contudo, não fiz uma planilha de treinos de corrida.

O treinamento foi realizado segundo a minha percepção de esforço. Iniciei tentando correr uma quilometragem maior e, aos poucos, aumentei dos 5, para 7, 8, 10 Km.

No momento em que ia ampliar para além dos 10 km senti uma distensão na panturrilha esquerda, o que fez com que eu interrompesse os treinos. Por isto nas semanas anteriores à corrida, não fiz treinos relevantes. Mantive a musculação e alongamento, seguindo o que foi passado pelo meu Fisioterapeuta.

O grande dia!

No dia da prova, apesar de ainda sentir a lesão, decidi que correria ate onde meu corpo permitisse.

A corrida tem inicio na cidade de Almada, que fica em frente a Lisboa, na margem contraria do Tejo.

Os primeiros 5 km são corridos na ponte que separa as duas cidades, o que torna a prova interessante pelo visual, que é belíssimo.

Depois que o corpo esquentou, não senti muito a lesão e quando vi a divisão que separava a corrida de 7km da meia maratona, decidi prosseguir no meu objetivo de 21 km.

Como já vinha treinando, os primeiros 10 km de prova foram feitos praticamente sem pausas, mantendo um ritmo constante em torno de 8 km/h.

Dos 10 aos 14 km ainda consegui manter um ritmo de corrida, porém, com alguns momentos de descanso, especialmente nos postos de hidratação.

Os sete quilômetros finais foram praticamente uma caminhada. Tentei voltar a correr a partir do quilometro 17, mas não consegui manter o ritmo por mais de 1 km.

O percurso incluiu a margem do Tejo entre as cidades de Lisboa e Oeiras. Há uma pequena decida ao final da ponte (no primeiro terço da prova), o restante é plano, o que facilita uma aventura de iniciante, como foi a minha.

A temperatura durante a prova variou entre 17 e 23 graus. O dia estava muito bonito, de céu azul, era possível ver barcos a vela, que navegavam entre a foz do Tejo e o oceano Atlântico.

Desafios e motivação nas corridas de rua

As corridas de rua nos desafiam, sempre encontramos alguém que possa nos inspirar a dar o melhor. Seja um parceiro de corrida a quem queremos superar, seja uma pessoa com dificuldade de mobilidade ou de idade avançada, ou ainda aquele gordinho que você jura que não pode ter melhor preparo que o seu.

Consegui concluir em aproximadamente 2h 40min. Poderia ter sido melhor, caso eu tivesse prosseguido os meus treinamentos.

Respeite seus limites!

Resolvi que não forçaria meu ritmo e isso foi muito importante no pós prova, já que não senti a lesão além do que já vinha sentindo nas semanas anteriores.

Acredito que tinha preparo cardiovascular para ir além, o que faltou foi mesmo um preparo mais adequado para músculos e articulações.

No fim da corrida sentia a lombar, mas no dia seguinte não mais. O corpo fica dolorido, é difícil subir e descer escadas.

O esforço compensa! Mas penso que para mim é mais efetivo tentar corridas de 10 km, pelo menos por enquanto.

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