Como o açúcar age no nosso corpo.

Como o açúcar age no nosso corpo.

Como o açúcar age no nosso corpo.

Entre os principais grupos de macronutrientes (proteínas, gorduras e carboidratos), nenhum está mais presente em nossa alimentação como os carboidratos ou açúcares!

O açúcar é muito importante, uma vez que é a única fonte de energia que pode ser utilizada pelos neurônios. No entanto, ele também é tido como um grande vilão da saúde pública, pois tem ocorrido um crescimento absurdo de seu consumo!

Você já deve ter lido muito sobre este doce vilão, inclusive na Fitness Magazine Brasil, mas você sabe para que ele serve e por que ele pode ser tão prejudicial? Estamos aqui para te explicar.

Entendendo os carboidratos

Primeiramente vamos expandir o conceito de carboidratos para que você entenda o que vem a ser o açúcar.

Na natureza tem-se os carboidratos complexos de origem vegetal (amido e fibras), de origem animal (glicogênio); os dissacarídeos, que podem ser de origem animal ou vegetal; e os monossacarídeos. Os dissacarídeos dividem-se sacarose (de origem vegetal, principalmente da beterraba e cana-de-açúcar), maltose e lactose (que é o açúcar do leite). Os monossacarídeos dividem-se em frutose (açúcar das frutas), glicose e galactose (também presente no leite).

A primeira coisa que você deve pensar é que ao ler qualquer um destes nomes no rótulo de um produto, quer dizer que ele contém algum tipo de açúcar!

O segundo ponto é que o ser humano não metaboliza todas as formas de açúcar, as fibras são importantes para a saúde do intestino, mas não são metabolizadas, fazendo parte das fezes. A lactose tem o seu metabolismo prejudicado em pessoas que são intolerantes a ela.

O terceiro ponto é que o açúcar que temos em nossas mesas é a sacarose, que é um açúcar composto por uma glicose e uma frutose, sendo por isto, chamado de dissacarídeo.

Este artigo está muito técnico, quase uma aula de química… Então vamos aos efeitos do açúcar no seu corpo!

Ao entrar em nosso corpo, a sacarose e qualquer outro carboidrato que seja metabolizado, tem dois caminhos: ou vai produzir energia deixando-o no ponto certo para as suas atividades, ou vai produzir gordura!

Quando acontece cada efeito? Depende! Se o seu gasto calórico for alto, você precisa de mais energia, então vai demorar mais a converter o açúcar em gordura, por isto é importante manter-se fisicamente ativo.

A insulina e o glucagon são dois hormônios produzidos no pâncreas que ajudam no controle da quantidade de glicose no sangue, e nós precisamos de uma quantidade de cerca de 90 mg/dl deste açúcar no sangue para mantermos as nossas atividades (você agora entende o que significa glicemia sanguínea!).

Assim, ao ingerir açúcares, há um estímulo para a liberação de insulina para que ocorra a diminuição da concentração de glicose no sangue. O que não for direcionado para a produção de energia, será convertido em gordura e armazenado nos adipócitos (células que são especializadas no armazenamento de gorduras).

O glucagon é responsável por aumentar a glicemia do sangue, liberando glicose a partir do glicogênio do fígado e dos músculos e da conversão de gordura em glicose.

Isto quer dizer que este hormônio é bom já que tira glicose das células que armazenam gorduras? Não necessariamente! Ele é ativado quando a glicemia está baixa, o que pode acontecer por diversos fatores! Assim, só será benéfico se a falta de glicose no sangue seja decorrente do seu gasto, o que acontece durante uma atividade física por exemplo!

Mas eu posso comer açúcar proveniente do quê?

A grande questão é a quantidade! Frutas, por exemplo, tem relativamente pouco açúcar por porção, além disto são ricas em fibras, sais e vitaminas, o que significa que seu consumo é indicado. No entanto, a industrialização de frutas ou mesmo sua conversão em sucos, diminui tanto fibras quanto sais e vitaminas, então é melhor consumi-las in natura!

O açúcar demerara, mascavo e o mel também possuem outros nutrientes além dos carboidratos, por isto também são preferíveis ao açúcar de mesa.

E quando eu não posso comer açúcar sob nenhuma circunstância?

A doença relacionada ao metabolismo da glicose é o diabetes! Existem várias formas de diabetes, mas dentro do seu corpo ela ocorre de duas maneiras: incapacidade de produzir insulina (Diabetes tipo I); produção anormal, insuficiente ou mal aproveitamento da insulina produzida (demais tipos). Em ambos os casos ocorre o acumulo de glicose no sangue, resultando em hiperglicemia.

O Diabetes tipo I é hereditário, apresentando sintomas antes do término da adolescência. Os demais tipos caracterizam-se por serem decorrentes de gestação, doenças do pâncreas ou por estarem associados aos fatores de risco: hereditariedade, obesidade, fumo, álcool e sedentarismo.

Desta forma a pessoa acometida pela Diabetes tipo I necessita de reposição de insulina. A diabetes gestacional é uma emergência médica, uma vez que é um risco à grávida e ao bebê, devendo ser submetida a cuidados médicos intensos. A diabetes decorrentes de doenças do pâncreas também depende de propedêutica médica específica.

A Diabetes tipo II, ou seja, a decorrente de fatores de risco é passível de tratamento pelo controle dos fatores de risco, como abstenção de fumo e álcool, atividade física regular e reeducação alimentar, uma vez que ela decorre da incapacidade do corpo em metabolizar toda a glicose disponível.

Quais as alternativas ao açúcar?

Já falamos de mel e do açúcar menos processado, como o demerara e mascavo que inclusive não possuem menos calorias que o açúcar de mesa, mas que são mais saudáveis!

Outras possibilidades são os adoçantes, mas tenha cuidado! A maioria dos adoçantes é feita quimicamente com produtos que possuem uma possibilidade de adoçar maior que o açúcar de mesa, requerendo menor quantidade. No entanto, eles são feitos prioritariamente para diabéticos, não sendo a melhor opção para quem quer apenas emagrecer.

O Aspartame e a Sacarina estão relacionados a um aumento da possibilidade de câncer em pesquisas com cobaias, seu efeito em humanos a longo prazo ainda é desconhecido. Stevia e Sucralose ainda se encontram sob investigação.

O açúcar do milho, bastante difundido nos EUA, tem se mostrado também causador de sobrepeso. A verdade é que o que se tem de alternativa ao açúcar, até o momento, não é necessariamente melhor que ele.

Então, consumo ou não o açúcar?

A resposta não é única! É muito importante que você evite o consumo excessivo de açúcares, independentemente de sua procedência! Consulte o seu nutricionista para  saber qual é a quantidade indicada para você e lembre-se de manter suas atividades físicas em dia!

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